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TEXTOS BISSEXTOS

Momentos e vivencias

Momentos e vivencias

TEXTOS BISSEXTOS

02
Jan22

Os Novos-Reacionários

Fernando Gusmão

Os Novos-Reacionários
Em ciência política, reacionário é uma pessoa com opiniões políticas que favorecem o retorno a um estado político anterior da sociedade. Como adjetivo, a palavra reacionário descreve pontos de vista e políticas destinadas a restaurar um status quo do passado.
A garotada de hoje, que amanhã estará å frente dos destinos do Brasil, não dá a mínima bola para os conceitos ultrapassados de "direita"e de "esquerda". Considera esses termos borocochôs, cafonas e boko-mokos! São conceitos superados, da era analógica. Nazismo, fascismo e socialismo têm as mesmas raízes, como afirmou Hayek.
Hoje, nosso maior desafio é mobilizar a sociedade para construirmos uma alternativa a esses grupos superados e intelectualmente limitados, que querem nos manter aprisionados a essas formas autoritárias de pensamento. Mais importante, nos ajude a encontrar os meios e modos para escaparmos do coronavírus.
Hanna Arendt lembra que o pior legado daqueles anos de pensamento autoritário (primeiro de direita, durante a ditadura e depois de esquerda, no início deste século), não foi a tentativa de imposição de suas convicções totalitárias, mas nos terem retirado a capacidade de pensar com a nossa própria cabeça. De terem trabalhado para matar a curiosidade de nossa intelectualidade.
Mas, os novos-reacionários não vencerão.
Hoje, na era Digital, vamos encontrar novos caminhos para reconstruir o Brasil porque, como diria Tom Zé, “O que salva a humanidade é que não há quem cure a curiosidade”... (Fernando Ribeiro de Gusmão).

04
Jul21

Um Sonho

Fernando Gusmão

 

Vendo alguns parentes, amigos ou colegas que, continuam, hoje, sem nenhuma razão mesquinha, defendendo e justificando o comportamento do PT, de Lula e de sua turma, fico tentando entender fenômeno tão estranho, senão bizarro.
Penso, assim:
Para muitas pessoas, inclusive para mim, o PT, quando da sua fundação, trazia em seu discurso tudo o que SONHÁVAMOS, em nossas atitudes juvenis, por um mundo mais justo, mais humano e mais feliz.
Por isso, aderimos ao PT e votamos, insistentemente, em Lula, até ele ser eleito. Naquele momento gritamos: Beleza! Nosso sonho vai se transformar em realidade e seremos felizes para sempre!
ledo engano... Veio o que veio, deu no que deu.
Muitos eleitores honestos pularam fora do barco furado. Alguns poucos eleitores honestos permanecem agarrados às tábuas podres que sobraram do Partido.
Por que?
Talvez isso ocorra porque, como nos lembra a Psicanálise, "o sonho, enquanto expectativa otimista e norteadora da vida, é o patrimônio pessoal que tem o maior valor entre todas as expressões subjetivas que sustentam o ser humano". Nesse sonho, o sujeito investe importante parte da sua energia psíquica, da sua libido.
Como falou o Cavaleiro da Triste Figura: "Se puede usurpar todo lo que una persona tiene, excepto sus sueños". (Fernando Ribeiro de Gusmão)

03
Jan20

Utopias, paradigmas, narrativas

Fernando Gusmão

Em 1938 eram oferecidas três narrativas (utopias) aos seres humanos para que delas escolhessem uma: “a narrativa fascista, a narrativa comunista e a narrativa liberal.”
Em 1968, restaram apenas duas: a utopia comunista e a utopia liberal,  já que a narrativa fascista havia sido destruída pela segunda guerra mundial.
E em 1998, com o desmantelamento da URSS, uma única narrativa restou: a liberal.
Mas, em 2018, após a vergonhosa crise de Wall Street, chegamos a zero.
Felizmente é possível observar a emergência recente de elementos de uma utopia nova: o Paradigma do Cuidado, sustentado no reconhecimento da alteridade, reconhecimento que tem na empatia natural dos homens sua raiz mais profunda.
Como diz o filósofo Bernardo Toro, “precisamos deixar de ser uma sociedade orientada pelo êxito, pelo vencer, pelo ganhar.
Nosso novo paradigma precisa ser o cuidado.
Saber cuidar, saber fazer transações ganha/ganha e saber conversar.
Não mais uma inteligência guerreira, mas sim uma inteligência altruísta.” Solidária e cooperativa, onde “quem ama, cuida e quem cuida, ama”. (Fernando Gusmão) Enviado do meu iPad

24
Ago18

...

Fernando Gusmão

E a Ponte não Caiu

(Com a colaboração de Marcos Carnaúba)

Em 12 de janeiro de 1978 eu completava 35 anos de idade, chegando aos 12 de formado. Naquela data, o Diário de Pernambuco tinha, como manchete de primeira página, que a Ponte da Torre iria ser destruída, numa operação que levaria menos de dez segundos. Seria, inclusive, um fato histórico: a primeira implosão de uma via elevada no País. A ponte seria implodida porque, sendo sua estrutura muito “baixa”, permitia o represamento de materiais nas cheias do Rio, facilitando que, anualmente, o Capibaribe invadisse os bairros do Recife, que ele atravessava. No seu lugar, seria construída outra ponte maior e mais alta, que sanaria o problema. Toda a intervenção era de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - Dnocs, ao custo de Cr$ 26 milhões.

Nos dias anteriores à data marcada para a operação, a curiosidade da população só crescia. Sob o comando do engenheiro-chefe do Dnocs, Giovanni Gondim e a responsabilidade técnica do engenheiro paulista Hugo Takahashi, 180 trabalhadores foram mobilizados e 500kg de explosivos foram devidamente colocados nas bases da ponte. O Diário referia que, na véspera do evento, duas viaturas de polícia ficaram de prontidão para evitar que curiosos detonassem os explosivos antes do previsto. No dia marcado para a implosão, juntou gente na Torre, para ver o grandioso espetáculo.  

O resultado? A Ponte da Torre não caiu! Em vez de palmas, uma vaia estrondosa. Muito embora meia tonelada de explosivos tivesse sido utilizada, a Ponte continuava lá. Combalida, mas firme. E o Recife ganhou mais um “causo” para seu anedotário.

A explicação para o fiasco do engenheiro Hugo Takahashi, (com dez prédios postos abaixo no currículo), foi engraçada: “... o principal motivo, mesmo, foi o de não termos levado muito a sério a infraestrutura da ponte. A qualidade do concreto é baixa, mas a ferragem é muito boa...”, disse ao Jornal. Ou seja: ele não havia levado muito em consideração a qualidade da engenharia pernambucana...

No dia 15 de janeiro de 1978, o Dr. Takahashi apareceu na capa do Diário, anunciando que, no dia seguinte, às 8h, uma nova implosão ocorreria na Ponte da Torre, “desta vez com um novo processo, utilizando 80 quilos de explosivos”.

Em 16 de janeiro, a chamada na capa do Diário era de que a Ponte da Torre continuava de pé após a segunda tentativa!

A implosão acabou num frevo-canção intitulado “E a ponte não caiu”, de Mario Griz. A letra dizia: “Eu ri, você também/ todo mundo riu/ a bomba estourou/ mas a ponte não caiu/ o engenheiro pela TV/ anunciava a nova implosão/ E a galera na beira do rio/ mandava o japonês/ para a ponte que não caiu”.

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